Remo no CFP

Barreiro, 2 Dezembro 2018

 Na zona do Polis do Barreiro tivemos, no passado domingo, animadas competições para jovens remadores dos escalões até Júnior (Benjamim, Infantil, Iniciado e Juvenil).

 Na margem do rio Coina, num local com jardins e com uma muralha de 450 metros, familiares, amigos, transeuntes e população em geral, tiveram a emoção de assistir bem de perto às regatas dos jovens.

 Esta zona evidencia potenciais condições para poder ambicionar ter uma pista de remo, e neste dia sem vento e águas espelhadas realizaram-se 12 regatas para o Remo Jovem, onde cada um fez duas provas de 400m, sendo depois classificados pelo tempo médio das duas.

 O Clube Ferroviário de Portugal competiu com três atletas em skiff: Iniciado Dinis Amaro, Juvenis Gonçalo Pinheiro e Afonso Monteiro e em double-skull os Juvenis Afonso Amaro/Vasco Gonçalves. 

O nosso atleta iniciado Dinis Amaro, que se manteve na frente classificativa do escalão durante toda a manhã, “caiu” para o 2º lugar na última regata.

 Consulte aqui todas as classificações.

Parabéns a todos os participantes, o Remo Jovem agradece!

 

Regata organizada pelo Grupo União Safarense GUS, com os apoios das Câmaras Municipais de Moura, Serpa e Vidigueira e Juntas de Freguesia de Safara, Santo Aleixo da Restauração e EDIA,  destinou-se apenas a embarcações skiff (de 1 remador) e foi realizada na distância de 16 Km ao longo do rio Guadiana, do curso de água da barragem do Pedrogão e da extensão de água entre Moura e Pedrogão.

O sucesso da 1ª edição de 2017, que contou com 32 atletas, levou a organização a tentar um programa mais ambicioso, onde foram incluídas provas indoor (desporto escolar) e “primeiras remadas”, a realização de uma conferência sobre a água e a sua sustentabilidade, uma visita guiada pela cidade, uma prova de vinhos e um jantar de gala, entre outros acontecimentos.

Foi uma regata participada por larga maioria de atletas Master, sendo que este ano 80% dos participantes tinham mais de 50 anos, o que, e talvez por este facto, tenha levado a que o convívio se sobrepusesse ao espírito competitivo!

O CFP, que em 2017 compareceu com 2 veteranos, fê-lo nesta edição 2018 com 4: Henrique Eusébio, João Oliveira, Santos Luiz e Mário Melo.

 Classificações e fotos em https://www.facebook.com/regataodiana/

https://www.dropbox.com/sh/lsdl3bsw6gvc9t6/AABULjB3O6uf1GQGJe8OqllOa?dl=0

 

«DE BARCO EMPRESTADO, FERROVIÁRIO É CAMPEÃO»

 História de uma regata, por Sandoval Cruzinha

«De barco emprestado, Ferroviário é Campeão». Foi este o título escolhido pelo (Dr.) João Oliveira, – também ele remador – para escrever, em 28 e 30 de março de 1983, nas páginas do Jornal a Bola, sobre a conquista do Campeonato Nacional de Fundo, no Rio Douro, pelo Clube Ferroviário de Portugal.

Passados 35 anos sobre esta regata, dirão vocês: “Cheira-me a bafio”! De facto, esta história pertence ao “museu” da nossa memória, mas ao ser convidado para escrever umas linhas no nosso boletim de treinadores de Remo, entendi que devia aproveitar a oportunidade para prestar uma singela homenagem ao Clube Naval Infante D. Henrique, e à minha tripulação de Shell 8+, vencedora dessa regata nesse ano.

A história conta-se assim:

Em 1983 o CFP não dispunha de um Shell 8+ em condições de participar com dignidade em provas de grande exigência, como é um Campeonato Nacional de Fundo. Era um barco antigo, largo e pesado, ao qual adicionávamos a dificuldade de remar em barcos Shell, nas águas remexidas do Tejo. Treinávamos na Doca do “Espanhol” em Alcântara – Lisboa – com cerca de 1500m (bem esticados) em Shell4 c/s timoneiro. Quatro desses remadores eram mais altos e pesados, e outros quatro mais baixos e leves. Conjunto ideal para formar um Shell 8+, “enfiando” os pesados a meia-nau, e os leves às pontas (proa e ré). Tínhamos tudo, só faltava o barco! E todos queriam muito participar nesse campeonato.

Então, o “Jójó” (Jorge Mendes) treinador da rapaziada, resolveu recorrer à “pedincha” e contactou o Sr. Albino Oliveira, ao tempo, Presidente do Clube Naval Infante D. Henrique (CNIDH) perguntando, se não teria um barco que nos pudesse emprestar. A resposta foi pronta! Venham para cima que têm cá um barco à vossa espera! E lá fomos!… (O CNIDH não participou nesta prova)

Alugámos uma carrinha de 9 lugares onde couberam 10, e partimos para Gondomar na 6ª feira dia 25 de março.

À chegada lá estava o Sr. Albino Oliveira à nossa espera e deparamo-nos com um Shell 8+ em madeira do “Carpentiere Navale Donoratico” novinho, à nossa disposição. Não perdemos tempo! De imediato, começámos a montar aranhas e a proceder às afinações, metendo o barco na água, e voltando a terra 3 ou 4 vezes, até conseguirmos atinar com a afinação mais adequada ao conjunto dos remadores.

No sábado dia 26, treinámos em tranches de 30’/40’ e voltávamos a terra para mais afinações nos ângulos das forquetas, alavancas e entre eixos, até conseguirmos o máximo equilíbrio e rendimento na água. Os remos de madeira eram nossos. Nessa noite, fomos jantar a um pequeno restaurante (já não me recordo o nome) na Ribeira do Porto, onde estava afixado um poster grande com a fotografia do rio Douro desde a Foz até à Ponte Luís I. Acresce dizer, que eu era o timoneiro desse Shell 8+ e, como tal, responsável pelo rumo e pelo espírito combativo da tripulação.

Comecei ali, na toalha de papel da mesa, a desenhar as curvas do Douro e a definir a estratégia da regata com o “Jójó” (Jorge Mendes), e ficou decidido que o meu rumo seria apontar à Alfândega do Porto (minha voga) e dali tirar uma reta até a Ponte D. Luis I, para depois dar leme para a sota, encostando mais ao lado de Gaia, uma vez que a chegada ficava nessa margem depois da Ponte Dª Maria Pia. No tal restaurante, a dona, vendo que estávamos equipados com as cores do Ferroviário, “espicaçava-nos” dizendo que: “Bossemecês” não têm hipótese nenhuma. Quem “bai” ganhar é o “Flubial”! Vai uma apostinha, disse-lhe eu?!… (muito longe de imaginar que iríamos ser campeões) Tá bem, se ganharem, venham cá beber uma garrafa de espumante! Combinado!

Dia 27 de Março, domingo muito cedo, no posto náutico do CNIDH, dávamos os últimos retoques no barco. Tínhamos que remar de Gondomar, cerca de 10Km, para chegar à largada, que foi dada na Afurada. A meio do caminho tivemos uma avaria. Partiu-se uma correia do pau-de-voga a um remador, creio que ao Carlos Alberto (o CA, como lhe chamamos), que entretanto, desenrascou a situação com um atacador de uma sapatilha. E eis-nos na largada, alinhados com mais 4 tripulações: ARCO, GALITOS, CNL, FLUVIAL e CFP. O CDUP não alinhou (peço desculpa se me falta nomear algum clube):

– Senhores, prontos?… LARGA!…

E começou a luta entre todos para ganhar a dianteira. Não tínhamos percorrido 100m e nova avaria num pau de voga ou slide, já não posso precisar bem. Levantei o braço, mas não fui atendido pelo juiz arbitro.

Parámos, reparámos, e seguimos em último lugar, em voga forte e ritmada, tentando que os nossos adversários não descolassem muito de nós. Paulatinamente lá fomos encurtando distâncias. Transposta a Ponte da Arrábida comecei a dar leme para a minha voga apontando à Alfandega do Porto, enquanto as restantes tripulações se encostavam do lado de Gaia, acompanhando a curva do rio. Nesta zona da Alfândega, conforme a estratégia planeada, apontei à Ponte D. Luis I, em linha reta, dando leme para a minha sota, com o objetivo de passar a Ponte o mais perto possível do lado de Gaia, e com esta manobra conseguir juntarmo-nos às outras tripulações. E assim foi!

Passámos o CNL, e depois o Galitos. À nossa frente, o Arco e o Fluvial, discutiam a cabeça da regata, sem contarem que uns intrusos vindos de Lisboa se preparavam para dar luta até ao fim. Recordo como se fosse hoje, os gritos e aplausos de incentivo ao Fluvial, que vinham das duas margens do Douro e do tabuleiro inferior da Ponte D. Luís. Foi espetacular! Nunca tinha vivido até àquela regata um ambiente tão entusiasta de apoio ao Remo, que, diga-se de passagem, também nos galvanizou e contribuiu para darmos mais luta.

É nesta fase da regata que entra na nossa tripulação o nono remador, – o Simões. Quem era este personagem? Ninguém! Apenas o nome de código que eu arranjei para substituir o termo “PEGA 20” quando fosse necessário fazer séries para descolar dos adversários. E resultou!

Ultrapassámos o CNL, Galitos e Arco com esta “ratice” e ficámos ao lado do Fluvial antes da Ponte D. Luís. O experimentado timoneiro do Fluvial, conhecedor do Douro, começou a “empurrar-me” para o meio do rio, não permitindo ao Ferroviário, encostar ao lado de Gaia. Mas lá fomos lado a lado, ora com a proa do Fluvial à frente, ora com a do Ferroviário, numa luta titânica sem sinais de quebrar o ritmo.

Aproximávamo-nos da Ponte Dª Maria e da linha de chegada. A cadência aumentava na ponta final, podendo qualquer das tripulações ser campeã, e continuávamos naquele “baile” de proa para a frente, proa para trás, até que no limite das forças o “SIMÕES” voltou para ajudar a equipa do Ferroviário, e vencemos por uma proa!

Três ou quatro elementos da tripulação lançaram-se à água completamente eufóricos! Estava tudo doido! Eu só desejava ter à mão uma garrafa de oxigénio. Fiquei afónico. O mais caricato é que com tanto banho, esquecemo-nos de ir receber a taça e as medalhas, ficando o “Jójó” (Jorge Mendes) sozinho à nossa espera com a taça e as medalhas na mão.

A classificação ficou assim ordenada: 1º CFP; 2º Fluvial; 3º Arco; 4º Galitos e 5º CNL, conforme escreveu o Eng. Flores (presidente do júri) no Jornal de Notícias.

No final da regata o Sr. Fernando Barbedo que acompanhou a prova, perguntava se o timoneiro do Ferroviário era do Porto, pelo facto de ter feito aquele rumo.

Conto esta história para enaltecer as virtudes do REMO. Nunca teríamos sido Campeões sem a solidariedade do CNIDH e do seu presidente Albino Oliveira que nos emprestou o barco. Nunca teríamos sido Campeões, se aqueles 8 rapazes do Ferroviário não tivessem fibra, espírito de sacrifício, crença e uma vontade de ganhar extraordinária.

São inúmeros os atributos do nosso desporto: dignidade, honestidade, generosidade, companheirismo, lealdade, espírito de sacrifício e entreajuda, liderança. Estes são alguns dos valores que ficam para a vida.

Tinha 14 anos, em 1962, quando comecei a praticar Remo. Hoje, com 71, ainda por cá ando como treinador a passar a mensagem a outros.

A Nossa tripulação era constituída por: 1 – Fernando Palma (O tira linhas); 2 – Alcino Costa (O Ramsés); 3 – Carlos Afonso (Atual presidente da ANL); 4 – Paulo Ferreira; 5 – Eduardo Jorge Oliveira; 6 – António Gonçalves; 7 – Carlos Alberto (CA); 8 – José Leitão (Atual diretor da formação da FPR); Timoneiro: Sandoval Cruzinha; Treinador: Jorge Mendes (Jójó).

 

P.S.: Não voltámos ao restaurante para beber o espumante.

Ernst Schade é um cidadão holandês com 69 anos, que reside em Lisboa há vários anos, e fala perfeitamente português.

Foi praticante de remo na Holanda na sua juventude e, em 2012, descobriu o posto Náutico do Clube Ferroviário de Portugal, onde se inscreveu como sócio praticante.

Desde então e até hoje, tornou-se um dos elementos do núcleo duro do grupo de manutenção do treinador Sandoval Cruzinha, sempre bem-disposto e disponível para participar em vários eventos desta modalidade e foi já distinguido pelo seu companheirismo aquando da comemoração do 88º aniversário do CFP em 2017.

É correspondente de várias revistas estrangeiras para as quais envia várias reportagens fotográficas feitas em Portugal.

Pertencendo ao “ROEI – EN ZEILVERENIGING DE AMSTEL” (Clube de remo de Amesterdão) onde um seu irmão, com 76 anos, faz parte de uma tripulação com elementos da mesma faixa etária, integrou em junho de 2016 uma visita dos seus compatriotas num fim-de-semana a Lisboa, que incluiu a  visita ao nosso Clube e remadas no Tejo em Yollete, numa atitude de hospitalidade ferroviária e espírito de “fraternidade remadora”.

Ficaram encantados com o nosso Tejo, e tão agradados com a receção, que logo ali prometeram retribuir a cortesia.

Assim, o nosso companheiro Ernst, começou a organizar a deslocação de um grupo representativo da manutenção do CFP, para deslocação à Holanda em outubro de 2018, a fim de remar nos canais de Amesterdão, sendo acolhidos nas residências dos remadores holandeses.

Apesar de originalmente estar prevista a deslocação de 10 elementos do CFP, impossibilidades de última hora reduziram o grupo a 4 elementos: o Ernst e mais 3 remadores, a Florence Canicave (francesa), o Francesco Diversi (Italiano) e o José Sousa, português, que envergaram as camisolas do CFP, e que embora sem mandato de representação, lá foram por sua conta “passear” as cores do nosso Clube e o nosso emblema pala capital holandesa.

Este é um espírito que devemos fomentar. A partilha de experiências entre remadores e remadoras de outros clubes, quer sejam nacionais ou estrangeiros, sem objetivos mercantilistas, mas tão-somente pela camaradagem, o convívio e a divulgação do nosso Clube Ferroviário de Portugal!

 

“Primeiras Remadas”, “Remo Jovem” + 3ª Etapa da Liga de Inverno de Remo Olímpico

O Carnaval em Avis foi a remar!

À semelhança dos anos anteriores a secção de Remo do Clube Ferroviário de Portugal aproveitou o período de férias de Carnaval para realizar um estágio na Barragem do Maranhão, em Avis.

Já com os barcos e demais material montados no atrelado durante 5ª e 6ª feira, mais de uma dezena de sócios partiram cedo na manhã de sábado, por forma a aproveitar o melhor possível esse dia e os dois seguintes na albufeira do Maranhão, que apesar de se apresentar com um nível de água bastante baixo, mantém as boas condições para remar ao longo de muitos quilómetros.

Para os mais jovens e com pouca experiência, foram realizadas regatas na pista balizada nas distâncias curtas de 250 metros, 500 metros e 750 metros.

Para os mais experientes, as regatas foram nas distâncias regulamentares de fundo, agora precedidas de uma prova qualificativa de 500 metros, com as regatas de 4 km e de 6 km a serem disputadas com vento forte pela proa, o que fez aumentar a sua duração e colocou à prova o grau de resistência dos remadores.

Já no quarto dia, 3ª feira de Carnaval, com frio e vento, realizou-se a etapa 3 da Liga de Inverno de Remo Olímpico. Veja os resultados aqui.

Nesta etapa marcaram presença os três Clubes de Lisboa (Ferroviário, Associação Naval e Clube Naval), o Clube Naval Barreirense e o Agrupamento de Escolas de Avis.

Veja os resultados das Primeiras Remadas e Remo Jovem aqui.

Constata-se que, apesar de ainda estarmos em início de época, o CFP apresenta já alguns jovens a dominar bem a técnica de remar, enquanto outros, ainda na fase de aprendizagem, aproveitaram estes dias para tirar o melhor partido do grande plano de água.

Nestas competições várias equipas e remadores apresentaram-se já com bom trabalho de equipa e com andamentos muito interessantes.

 

No passado domingo o Clube Ferroviário de Portugal levou a efeito, pela sétima vez, mais um troféu “Open”, com a organização de  regatas de Remo, junto ao seu Centro Náutico, na Pista da Junqueira, entre Alcântara e Belém.

Também incluídas neste evento estiveram as provas do Campeonato Regional de Remo, em Yole, e o Torneio de Fundo, em Yole.

Apesar das más previsões meteorológicas, as provas encontraram um bonito dia de inverno, frio e ventoso, com muita gente na água a participar nesta regata em contra-relógio, animando muitos espectadores ao longo da muralha da Junqueira.

As partidas e chegadas foram em Alcântara, com percursos em linha de ida e volta, sendo uma bóia colocada junto ao Museu da Electricidade para os iniciados, e outra em Belém para os restantes competidores, perfazendo assim duas distâncias, de 3 e de 6 quilómetros.

Consulte aqui os resultados.

 

As regatas da 1ª etapa do Torneio Fundo em Yole foram realizadas com a presença de 140 timoneiros e remadores.
As condições atmosféricas e do rio Tejo estiveram perfeitas, com um dia de inverno excelente para remar nos 3 e 6 km dos campos de regata.
Vejam aqui as classificações das 24 equipas.

Este Torneio de Fundo em Yole vai prosseguir para a 2ª etapa, com o Campeonato Regional de Fundo em Yole, organizada pelo Clube Ferroviário, já no próximo dia 4 Fevereiro.

Até domingo e com boas remadas!

De entre as diferentes vertentes do Remo, a Federação Portuguesa de Remo tem investido fortemente no desenvolvimento do Remo de Mar.

Assim, e pelo segundo ano consecutivo, a FPR organizou um circuito com provas de skiff e double de mar por vários pontos do país.

O Clube Ferroviário de Portugal respondeu a este desafio, adquirindo este ano um double de mar, que mercê de um acidente só ficou pronto no final deste ano, porém a tempo de participar na última regata do calendário de mar prevista para esta época, ou seja a 4ª Etapa do Circuito que se realizou na bacia do Tejo junto ao Barreiro, no passado dia 30 de Setembro, e contou com a presença de duas tripulações do CFP, ambas em double: uma de jovens, composta pelos remadores António Feio e Jad Discovens e outra, em absolutos, composta pelos remadores João Oliveira e Santos Luiz.

A regata – fustigada por forte vento norte que causou enorme ondulação, muito do agrado dos remadores desta modalidade -, tinha um percurso trapezoidal, marcado por boias, numa distância de 2 Km para os jovens e de 4 Km para os restantes remadores.

O Remo de Mar, embora a iniciar o seu percurso na realização de regatas, conta já com a adesão de muitos clubes e com um número considerável de embarcações especiais para vencer o efeito das águas agitadas, como as que se verificam quer em mar aberto, quer nos estuários dos grandes rios portugueses.

Nota: a bem da modalidade e da organização destas provas, estes barcos começaram já a ser fabricados em Portugal, disponíveis para um e para dois remadores.

 

Disputou-se no dia 23 de Setembro, na pista da Junqueira, em Alcântara, o Campeonato Nacional de Yole e o Troféu Lisboa Masters Regata.

CAMPEONATOS NACIONAIS DE YOLE

Neste Campeonato Nacional estiveram presentes 13 clubes: Associação Naval de Lisboa, Sport Clube Caminhense, Clube Ferroviário de Portugal, Galitos de Aveiro, Académica, Clube Naval  Setubalense, Clube Naval de Lisboa, Ferroviários do Barreiro, Misto (Sevilha), Infante D. Henrique, V Remadores do Lima, Ginásio Figueirense e Sport Clube do Porto.

O Clube Ferroviário de Portugal sagrou-se Vice-campeão Nacional de Y8 (yole de 8) – Veterano Masculino, com a equipa constituída por Tiago Cardoso, José Sousa, Miguel Mourão, Fábio Rui, Fernando Antunes, Ricardo Sousa, João Almeida e António Luís.

Em Y4 (yole de 4) – Veterano Masculino o CFP ficou em 6º lugar, com a equipa constituída por Luís Moreira, Paulo Duarte, Henrique Eusébio e Mário Melo.

Em Yoleta de 4X – Veterano Feminino o CFP conquistou o 3º lugar, com a equipa constituída por Ana Matias, Ambre Jousselin, Sara Godinho e Maria Castro.

No ranking nacional final o Clube Ferroviário de Portugal ficou em 5º lugar.

 

TROFÉU “LISBOA MASTERS REGATA”

Na mesma data, ao final da tarde foi disputado o troféu “Lisboa Masters Regata”, constituído por embarcações skiff de mar.

No prolongamento do CNY, estas regatas foram disputadas pelas tripulações e clubes que aproveitaram as suas deslocações, obtendo os seguintes resultados:

Em Y4 – Veterano Masculino participaram 11 equipas, tendo o CFP ficado em 6º lugar com a equipa constituída por Luís Moreira, Paulo Duarte, Henrique Eusébio e Mário Melo, e o timoneiro António Arnega.

Em Y8 – Veterano participaram 4 equipas, tendo o CFP ficado em 3º lugar com a equipa constituída por Tiago Cardoso, José Sousa, Miguel Mourão, Fábio Rui, Fernando Antunes, Ricardo Sousa, João Almeida e António Luís, e o timoneiro Sandoval Cruzinha.

 

É com enorme orgulho que toda a Direção do Ferroviário de Portugal dá os parabéns a todos e a cada um dos atletas que contribuíram para a conquista destas posições no pódio.

São estas conquistas que nos enchem de orgulho e que são o sinal do trabalho desenvolvido por estes atletas e seu treinador.

 

A falta de água na albufeira do Maranhão, o excesso de calor e a data e divulgação tardias deste evento são fatores que poderão justificar a reduzida presença de participantes em relação aos inicialmente previstos por esta organização CFP. Curiosamente a primeira inscrição deste Remotur foi a de um remador holandês, que veio expressamente da Holanda para participar no evento, deixando a promessa de que, em próximas edições, voltaria com mais remadores do seu Clube.

Conforme programa antes anunciado, nas manhãs de sábado e domingo foram feitas as visitas à barragem da albufeira e uma visita guiada à vila, conduzida por uma técnica do turismo de Avis, após o que experimentámos umas boas migas de batata com entrecosto.

Foi um fim de semana bem preenchido, com jornadas de convívio, de experiências gastronómicas e de visitas culturais:

– O Museu do Campo Alentejano, que está estruturado em torno da temática do trabalho agrícola e da criação de gado, atendendo a que no Concelho de Avis, durante muito tempo, estas foram as atividades principais da população;

– o Centro Interpretativo da Ordem de Avis, instalado numa parte das dependências do antigo Convento de S. Bento de Avis, onde foi visitada a exposição de longa duração sobre a Ordem de Avis, da vila e do território ao longo dos séculos, retratando a história desta milícia desde o inicio da sua formação, quase coincidente com a formação do reino de Portugal, e passando por todo o período medieval, sempre com uma denominação coincidente com a da vila de Avis, e marcando todo um território e as suas gentes;

– a Fundação Arquivo Paes Teles, onde conhecemos a vida e obra de Mário Saa (Mário Paes da Cunha e Sá, que adotou Mário Saa como nome literário, descendia de uma família de grandes proprietários da elite económica e social do concelho alentejano de Avis), os seus interesses, influências, monografias, obras de referência da época, coleção de materiais arqueológicos conseguidos nas suas prospeções geológicas e deixadas conjuntamente com um espólio documental, que constitui ainda hoje uma obra de referência para os investigadores. Neste espólio sobressaem os seus seis volumes sobre “As Grandes Vias da Lusitânia”, onde são referenciados os caminhos romanos utilizados no sul e centro de Portugal.

– a Fundação Abreu Callado, que nos permitiu conhecer a história da família, a razão do aparecimento da fundação, do seu património, atividade e história através de um museu próprio. A sua produção de azeite está adjudicada a uma empresa comercial, enquanto a Fundação se dedica à exploração direta das suas vinhas, plantadas em terrenos franco-argilosos, remontando uma parte delas aos anos 50, e todas elas beneficiando da amenidade do clima que a Barragem do Maranhão proporciona, refletindo-se assim na qualidade dos seus vinhos. Possui uma equipa técnica de enologia que combina processos modernos com métodos tradicionais de vinificação e envelhecimento. Durante a tarde de domingo, procedemos à prova dos seus queijos e enchidos paralelamente com as principais castas “brancas” Roupeiro, Arinto e Tamarez e as “tintas” tradicionais da casa, Aragonez, Trincadeira e Castelão, às quais se juntaram o Touriga Nacional e o Alicante Bouschet. Após as provas de vinhos, enchido e queijos passámos ao almoço de vitela, criada na Fundação.

Como encerramento, foram distribuídos diplomas de participação e promessas de regresso numa nova edição.