A Junta de Freguesia de Alcântara promoveu um ciclo de conferências ligadas ao Desporto.
No passado dia 6 de Abril, Dia Mundial da Atividade Física, o Clube Ferroviário de Portugal realizou a conferência sobre remo paralímpico, protagonizada pelo treinador Carlos Henriques, que nos guiou pela história do desporto adaptado e do remo paralímpico em particular.
As Paralimpíadas começaram em 1960, em Roma. A ideia nasceu em 1948, com os Jogos de Stoke Mandeville, organizados para veteranos de guerra com deficiência. Desde então, o número de atletas tem aumentado significativamente. O remo adaptado estreou-se nos Jogos Paralímpicos em Pequim, em 2008.
Para o remo entrar no programa paralímpico, foi necessário um grande trabalho da Federação Internacional de Remo. Em Portugal, destacam-se a medalha da equipa de Soure em 2003 e a medalha de bronze de Filomena Franco em 2010. José Nunes, treinador português, desempenhou um papel decisivo ao ser eleito Presidente da Comissão de Remo Adaptado da FISA.
Em Portugal, o remo adaptado iniciou-se na década de 80 na Associação Naval de Lisboa, através do uso do ergómetro. Atualmente, é uma excelente ferramenta de inclusão social. Atletas com e sem deficiência podem praticar juntos, no mesmo rio, com o mesmo equipamento e no mesmo clube.
Existem quatro provas de competição: Skiff Masculino, Skiff Feminino, Double Skiff Misto e Quatro com Timoneiro Misto. Os atletas são divididos em três classes: PR3 (pernas, tronco e braços), PR2 (tronco e braços) e PR1 (apenas braços).
Assim, o remo revela-se um desporto para todos, independentemente da idade ou do tipo de deficiência.






