Neste belo dia o sol mostrou-se em todo o seu esplendor por entre o Tejo e a linha ferroviária do Norte, e já os 16 jogadores do Ferroviário se iam perfilando no balneário quais soldados preparados para a guerra. Primeiro acontecimento digno de registo foi dado pelo mister doutorado Pedro Costa, também apelidado de Trappatoni de Chelas, ia dar o 1º onze da época pela 2ª vez (mais uma vez!) que iria dentro de minutos defrontar a equipa vinda da linha ferroviária urbana. Sem mais demoras, ambas as equipas se alinharam para contemplarem o sol que lhes iria iluminar a qualidade e garra para qualquer uma delas tentar obter os primeiro 3 pontos da época. Inicio atípico do Ferroviário, que contra a sua habitual passividade atacante, resolveu começar o campeonato em grande pressão, e que pressão meus amigos! Mas sem mais demoras passamos a indicar o onze inicial e a apreciação individual de cada jogador, já que na apreciação coletiva nenhuma das outras 2 equipas conseguiram chegar aos seus calcanhares. Assim, o Ferroviário alinhou com: • Paulo Santos – Sempre seguro na sua posição, apesar das saídas dos postes às vezes serem mais vagarosas que a tartaruga na fábula de La Fontaine. Sofreu o 1º golo da época, mas com ajuda do seu esteio defensivo. Mas e como até ao lavar dos cestos é vindima, na 2a parte viu-se um P. Santos a ocupar toda a baliza e onde nem com quedas para a área amedrontaram este GR em clara pujança técnico-física. • Safari – Fazendo jus ao apelido, foi na ala esquerda que o adversário conheceu a sua verdadeira raça e ferocidade. Não se tendo envolvido tanto na iniciativa atacante, por determinação hierárquica, mas foi na exigência defensiva que mais uma vez se provou ser um elemento determinado e sem falhas. • Hugo – Recém chegado ao seio do grupo, e apesar de já ter em dívida o pagamento em suplementos nutricionais pós-treino, aproveitou a ausência forçada por lesão do ex-campeão do inter-turmas mais titulado de Lisboa e arredores, e não deixou o crédito por mãos alheias. E nem com diversas tentativas do adversário de o tentar deitar abaixo, o demovem de uma excelente prestação sem mácula. Fará com certeza concorrência ao ex-Otamendi do inter-turmas Agualva/Cacém/Queluz/Amadora. • Teixeira – já um veterano, apesar de o mesmo rejeitar a sua idade, comprometeu no penálti sofrido, mas depois de visionado o VAR, foi constatado por ele próprio, que o erro não foi de quem cometeu o penálti mas de quem perdeu o esférico. Compensou no resto da partida, com diversos ganhos de bola e avanços determinantes para o aumento da pressão do bloco defensivo. • Tiaguinho – E se do anterior já se considera um veterano, que dizer do jogador com mais anos de Sideline de que há memória, que conhece as áreas e dimensões de todos os campos da liga? Sempre atento nas tarefas defensivas e sem nunca comprometer, foi depois colocado à prova pelo Trapattoni para mostrar o seu perfume no meio campo. • Chaparro – e do menino do bairro chegou o perfume do futebol, ou não estivesse a jogar verdadeiramente em casa. Com dois pormenores técnicos (túneis) durante todo o jogo sendo que em qualquer dessas duas ações de magia, os adversários pediram imediatamente licença para sair do terreno de jogo, tal foi a vergonha do que lhes tinha acabado de acontecer. Pena foi que numa dessas jogadas o guarda-redes adversário não quis participar do hino ao futebol concedendo-lhe o tão desejado golo. • Danilo – “quase” recém chegado ao grupo, partiram dele os principais lançamentos em profundidade para os alas. Sempre dominante na zona onde atuava, foi com alguma surpresa que após o jogo foi encontrado ainda em convalescença no interior do carro do Mister, tal foi o esforço despendido durante o jogo. Consta que a esta hora ainda está a recuperar os níveis, mas esperemos mais novidades para o próximo jogo. • Dani – MVP da partida. Sem mais a dizer acerca deste também veterano da liga e do clube, mais um espalha o seu perfume pelo meio campo, muito embora por vezes seja demasiado perfume quando comparando com os adversários, abismados com tal técnica. Teve a oportunidade de marcar o seu 1º golo da época, mas será algo a quebrar, quando também a equipa lhe puder conceder a marcação do 1º penálti da época. • Vanderson – 1º ex-profissional (a par do ex-interturmas) internacional a ingressar nos quadros do Ferroviário. Eram já de renome os vídeos das suas prestações internacionais, mas neste belo dia havia a possibilidade de ver também o seu perfume brasileiro mas… o público saiu defraudado a meio do meio tempo, pois uma lesão hipotecou por ora, as possibilidade do público em ver também magia. Consta que a sua lesão se irá curar à base de gelo em forma de cevada líquida e picanha amaciada. • Rui “Bósnio” – Este ala esquerdo de tenra idade, começou com a faca nos dentes para cima do adversário e teve várias oportunidades de fazer golo e assistir para golo. Diga-se em linguagem automobilística de que “bastava por uma abaixo” e mais ninguém lhe punha a vista em cima. Dois golos de belo efeito e a ficar isolado para já no topo da liderança do pichichi. Fica também na retina, ou no ouvido, a mítica frase de conselho ao mister de “eu destabilizo dos dois lados”. • P. Pimenta – ponta-de-lança adaptado, foram deste jogador as principais oportunidades de inaugurar o marcador e também o inicio de época. E talvez por puder ter tais rótulos, decidiu não marcar nenhuma das oportunidades. Fica para registo o mesmo que o Cristiano disse em tempos que “quando começar a marcar, vai ser como o ketchup”. saiu lesionado mas talvez tenha sido mais para fazer gelo em forma de cevada líquida. • Elton – a par do ala contrário, também deste recém entrado jogador, partiram algumas das jogadas de perigo. Tal como dito atrás, também bastava “pôr uma abaixo” e os defesas começavam a comer borracha picada. Belo golo e estreia a denotar que é uma excelente adição à equipa. Consta que o mister lucrou com a % da aquisição do seu passe. • F. Antono – entrou na 2a parte e foi uma bela decisão acertada do mister em não o colocar de inicio, pois assim sempre teve menos tempo para estatisticamente aumentar a % de passes falhados. Espera-se mais deste jogador cuja % de chegadas a horas a qualquer compromisso se mantém baixa. • Cruz – Bem o mister tentou adaptar este lateral de pendor ofensivo a defesa central, e apesar de ter sido chamado a essa posição temporária, não comprometeu. Lá voltou à sua posição de origem e aí voltou a provar os créditos que tinha assegurado desde há vários anos. • JFSousa – o benjamin da Arruda apelidado também de arma secreta. Apesar de ter iniciado no banco, logo se viu na responsabilidade de entrar em campo, acabando aí o “secretismo”. Esforçado no ataque, mas julga-se que, pela opinião do público nas bancadas, de que as bolas não lhe chegavam com qualidade mas propositadamente para que o benjamin não desse uso ao seu vernáculo em prol da própria equipa, festejo já reconhecido internacionalmente, de Lisboa até ao Sobral de Monte Agraço.
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